Quinta-feira, Julho 16, 2009

O mais belo samba

Ausente

Vejo este espaço tão abandonado! Mas não acho inspiração pra voltar.
Tenho lindo e ouvido muito mais que escrito.

Domingo, Março 01, 2009

KATAKLÒ | PLAY

Neste sábado, fomos assitir ao espetáculo do Kataklò, grupo de dança formado por ex-atletas olímpicos italianos. O espetáculo Play é composto por quadros que fazem referência ao mundo do esporte. Tênis, futebol, ciclismo, nado sincronizado, entre outros são a inspiração para uma coreografia que mescla a beleza da dança com a força dos corpos destes atletas olímpicos.
Maravilhoso!

E o ano começou... e já passou o carnaval!




É impressionante como o tempo é fugaz. Só hoje me dei conta que já chegamos a março e há meses não escrevo aqui. Entre idas e vindas entre Goiânia e Turin, mudanças, malas, Natal, Ano Novo, casa nova-vida nova, se passaram quase três meses.
Isso só confirma a minha certeza e algo que sempre tenho comigo: temos de viver e fazer tudo o que desejamos hoje, porque o tempo passa, e passa muito rápido. Portanto, estou de volta.

...

Não consegui assistir nada do Carnaval de Turin. Hoje estava programado um desfile que deixou de acontecer no início de agosto, por causa da nevasca que caiu por aqui, mas a chuva me fez ficar em casa. Dia de preguiça e comilança.

...

Curiosidade: os italianos amam bater palmas! Um vôo repleto de italianos é confirmado ao final: quando todos aplaudem após a aterrissagem do avião. E o fazem sempre.

Segunda-feira, Setembro 29, 2008

Prazeres da boa mesa



Quando era criança uma de minhas brincadeiras favoritas era brincar de “cozinhadinho”. Eu, minha irmã e duas vizinhas, na mesma faixa etária que a nossa, montávamos uma trempe, providenciávamos fogo com pedaços de pau que conseguíamos nas redondezas (não sei como) e preparávamos nossa comida. Normalmente uma panelinha de arroz e outra de feijão. Se as mães estivessem de bom humor e generosas no dia a gente ainda conseguia mais alguma coisa pra fazer de “mistura”.
Como se tratava de algo um pouco perigoso, afinal iríamos brincar com fogo, raramente conseguíamos autorização para a brincadeira. As mães só autorizavam quando dava para monitorar tudo de perto. Mas por ser tão esporádica, negociada e rara, que ela era especial. Sem falar na sensação de independência que nós sentíamos ao preparar a própria comida. Era nossa obra, nossa conquista. Normalmente a comida tinha um gosto de queimado, mas isso não tirava nosso prazer em comê-la.
Gostava tanto disso que minha avó Flora, mãe do meu pai, me presenteou com duas panelinhas de alumínio, bem pequeninas, super fofas para usá-las quando brincássemos. Eu cresci assim como minha irmã e minhas amigas e nossas atenções mudaram. As panelinhas se perderam e nunca mais brincamos de “cozinhadinho”.
Sempre apreciei a boa culinária, mas nunca gostei de cozinhar. Adoro programinhas de jantar na casa dos amigos ou restaurantes, mas nunca tive um bom desempenho na cozinha. Ao contrário da brincadeira de criança, não sentia prazer na lida com as panelas. Para mim o tempo de preparo da comida era longo e trabalhoso demais para apenas alguns momentos de prazer.
Sempre admirei quem gosta de cozinhar. Diversas vezes vi a felicidade nos olhos da minha amiga Aninha ao nos ver deliciando com as comidinhas que preparava. Adorava ver a Viviane narrando os pratos que havia preparado para um cliente. Além disso, sou uma mulher de sorte já que quase todos os meus namorados curtiam cozinhar e é impossível esquecer os jantares que me prepararam.
O tempo passou e recentemente tenho sentido um prazer que jamais imaginei ser possível: prazer em cozinhar! Tenho aprendido muito em minha convivência com o Ângelo, com sua família, com os italianos, a importância de se comer bem, de forma saudável, usando alimentos de qualidade. Soma-se a isso a experiência de viver sozinha em um País onde a culinária não é das mais interessantes. Na Irlanda acabei indo trabalhar em uma pizzaria. Apesar de o local estar longe de ser um espaço para criatividade, de alguma forma a convivência com o Adnan, o gerente paquistanês que sonhava em se tornar um chefe de cozinha rendeu boas conversas e algumas receitas.
Dividir um apê com um francês cuja ex-namoradora deixou um monte de livros de culinária também foi uma boa influência. Nos dias em que estava triste, me sentindo sozinha, acabei descobrindo o prazer de cozinhar naqueles livros herdados tortamente da Stéphanie. Pra não comer sozinha, convidava meu colega francês. Minha sorte é que ele não era nada exigente. Comia tudo o que eu cozinhava e achando bom. Isso fez com que não me sentisse intimidada em me arriscar na cozinha. Agora, dia após dia tenho sentido como é gostoso cozinhar. Hoje entendo a felicidade nos olhos da Aninha.

Sábado, Setembro 27, 2008

Machismo e sobrenome

A Itália sempre me surpreende com a postura atrasada e idéias preconceituosas em certos assuntos, apesar de ser considerado um país de "Primeiro Mundo". Hoje finalmente li uma notícia me me agradou. Talvez, mais porque é algo me me atingirá em cheio.
Sempre me intrigou esse costume de a mulher adotar o nome do marido quando se casa. Felizmente a legislação brasileira acabou com essa história. Atualmente, apesar da cara feia de alguns maridos, muitas mulheres já dizem não a este "hábito".
Surpreendentemente, na Itália isso não acontece. A mulher não adota o nome do marido. Me livrei da trabalheira de ter de explicar ao Angelo meus motivos de não querer ter o sobrenome dele. Em compensação, os filhos do casal só levam o nome do pai. É lei. Agora está tramitando no congresso italiano projeto de lei que altera isso e dá direito e a liberdade ao casal de escolher o sobrenome dos filhos. Espero que seja aprovada.

Prazeres da boa mesa e da cozinha


Quando era criança uma de minhas brincadeiras favoritas era brincar de “cozinhadinho”. Eu, minha irmã e duas vizinhas, na mesma faixa etária que a nossa, montávamos uma trempe, providenciávamos fogo com pedaços de pau que conseguíamos nas redondezas (não sei como) e preparávamos nossa comida. Normalmente uma panelinha de arroz e outra de feijão. Se as mães estivessem de bom humor e generosas no dia a gente ainda conseguia mais alguma coisa pra fazer de “mistura”.
Como se tratava de algo um pouco perigoso, afinal iríamos brincar com fogo, raramente conseguíamos autorização para a brincadeira. As mães só autorizavam quando dava para monitorar tudo de perto. Mas por ser tão esporádica, negociada e rara, que ela era especial. Sem falar na sensação de independência que nós sentíamos ao preparar a própria comida. Era nossa obra, nossa conquista. Normalmente a comida tinha um gosto de queimado, mas isso não tirava nosso prazer em comê-la.
Gostava tanto disso que minha avó Flora, mãe do meu pai, me presenteou com duas panelinhas de alumínio, bem pequeninas, super fofas para usá-las quando brincássemos. Eu cresci assim como minha irmã e minhas amigas e nossas atenções mudaram. As panelinhas se perderam e nunca mais brincamos de “cozinhadinho”.
Sempre apreciei a boa culinária, mas nunca gostei de cozinhar. Adoro programinhas de jantar na casa dos amigos ou restaurantes, mas nunca tive um bom desempenho na cozinha. Ao contrário da brincadeira de criança, não sentia prazer na lida com as panelas. Para mim o tempo de preparo da comida era longo e trabalhoso demais para apenas alguns momentos de prazer.
Sempre admirei quem gosta de cozinhar. Diversas vezes vi a felicidade nos olhos da minha amiga Aninha ao nos ver deliciando com as comidinhas que preparava. Adorava ver a Viviane narrando os pratos que havia preparado para um cliente. Além disso, sou uma mulher de sorte já que quase todos os meus namorados curtiam cozinhar e é impossível esquecer os jantares que me prepararam.
O tempo passou e recentemente tenho sentido um prazer que jamais imaginei ser possível: prazer em cozinhar! Tenho aprendido muito em minha convivência com o Ângelo, com sua família, com os italianos, a importância de se comer bem, de forma saudável, usando alimentos de qualidade. Soma-se a isso a experiência de viver sozinha em um País onde a culinária não é das mais interessantes. Na Irlanda acabei indo trabalhar em uma pizzaria. Apesar de o local estar longe de ser um espaço para criatividade, de alguma forma a convivência com o Adnan, o gerente paquistanês que sonhava em se tornar um chefe de cozinha rendeu boas conversas e algumas receitas.
Dividir um apê com um francês cuja ex-namoradora deixou um monte de livros de culinária também foi uma boa influência. Nos dias em que estava triste, me sentindo sozinha, acabei descobrindo o prazer de cozinhar naqueles livros herdados tortamente da Stéphanie. Pra não comer sozinha, convidava meu colega francês. Minha sorte é que ele não era nada exigente. Comia tudo o que eu cozinhava e achando bom. Isso fez com que não me sentisse intimidada em me arriscar na cozinha. Agora, dia após dia tenho sentido como é gostoso cozinhar. Hoje entendo a felicidade nos olhos da Aninha.

Quinta-feira, Setembro 11, 2008

Compleanno!


A vida é mesmo maravilhosa! Quem poderia imaginar que um namorico durante uma viagem de férias fosse acabar em um relacionamento sólido! Hoje, Angelo e eu comemoramos 3 anos juntos. Apesar de durante todo esse tempo termos vivido em cidades diferentes (primeiro ele na Itália e eu no Brasil e depois eu na Irlanda e ele na Itália e agora estou de férias no Brasil por quase 2 meses!) nos conhecemos muito bem, vivemos intessamente esse relacionamento e fizemos muita coisa juntos.
Já viajamos para diferentes destinos, já compartilhamos o mal humor (somos dois virginianos cheios de manias), já sonhamos, rimos, choramos, já nos revezamos na função de levantar a moral do outro num dia ruim e assim vamos seguindo, às vezes tristes (por não estarmos completos) mas felizes por termos a coragem de viver algo que acreditamos. Tem gente que acha loucura nossa escolha, mas não estamos nem aí para o que os outros pensam e vamos vivendo nossa vida, sem medo!
Felizmente tem um monte de gente que nos ama, amigos que nos suportam (em todos os sentidos) e nos dão uma força danada, torcem por nós. Obrigada a estes.
Amore mio, auguri! Io sono molto felice per noi. Io no vedo l'ora di abbracciare. Dolce baci per te. Ti amo molto.

Desliguem o aquecedor


A exemplo do ano passado, a Irlanda teve um verão terrível. Ou melhor, não teve verão. Com uma temperatura média de 15 graus, o Eire enfrentou no último mês chuvas intensas, enchentes e até o furacão Hanna deixou rastro por lá.
Até eventos tiveram de ser cancelados por causa do tempo ruim. E olha que para irlandês deixar de fazer alguma coisa tem de ser tempo muito, muito ruim mesmo. Afinal, lá sempre chove, tá nublado e nunca faz calor. Sem falar no vento que vira e mexe, está ultrapassando os 100 km/h.
Acho que São Pedro errou a localização e ligou o aquecedor para o rumo do Centro-Oeste brasileiro. Vai fazer calor assim lá no inferno!

Quarta-feira, Setembro 10, 2008

Sexo ecologicamente correto

Tenho pensado muito sobre a necessidade de cada um fazer a sua parte sobre a questão do meio ambiente e tentado mudar. Tá bom tem gente que acha que pequenas atitudes não contribuem com nada. Pode ser ingenuidade mas eu acredito.
Acho que qualquer atitude, por menor que seja, é válida. Então, sempre que dá caminho em vez de usar o carro, subo as escadas em vez do elevador (esse ainda serve para queimar umas calorias), tento diminuir o consumo de embalagens plásticas, sacolas, etc.
Até mesmo quando vou consumir algum produto, tenho tendência a comprar o que usa embalagem biodegradável ou os considerados orgânicos.
Como a mudança de hábitos deve ser cada vez maior o Greenpeace México fez uma lista com dicas sobre como "enverdecer" a vida sexual. Os "mandamentos" tem uma boa dose de humor, mas são sérios. Se quiser ver a original em espanhol clique aqui. Abaixo segue a mesma lista em Português publicada originalmente nos blogs Faça Sua Parte e Missão Verde.

1. Apagarás as luzes. Grande parte da energia consumida no planeta é produzida através da queima de combustíveis fósseis. Substitua a luz elétrica por velas de cera de abelha e parafina, fica muito mais romântico. Se você não consegue transar sem ver cada detalhe do seu parceiro, faça amor à luz do dia!

2. Consumirás alimentos afrodisíacos orgânicos e não-transgênicos. Algumas frutas são conhecidas por seu poder afrodisíaco. Que tal optar por sua versão orgânica, livre de transgênicos e pesticidas? Dê preferência a produtores locais.

3. Pouparás os seres marinhos. As ostras e outros mariscos também são conhecidos por seu poder afrodisíaco. Entretanto, a pesca predatória está pondo em risco a vida nos oceanos. Sugere-se que você substitua essas iguarias por óleos e sabonetes biodegradáveis com aromas estimulantes, produzidos artesanalmente por comunidades cujo sustento seja obtido através de projetos sustentáveis. As ostras, eles informam, são biomonitores da poluição marinha, pois absorvem toda a contaminação da região em que vivem. Se você não abre mão dela, verifique a procedência.

4. Reciclarás os objetos do amor. Embalagens que seriam jogadas fora podem ser decoradas com temas "sexy" e usadas para guardar os objetos da paixão: camisinhas, lubrificantes, brinquedinhos e lingerie.

5. Usarás ecolubrificantes. "Nada melhor do que a lubrificação natural. A língua é sempre um bom instrumento para isso, mas se precisar de alguma ajuda a mais, recomendamos que nunca use lubrificantes à base de petróleo, como óleos ou vaselina. Prefira aqueles à base de água."

6. Serás escravo do amor, não do petróleo. Se você gosta de apimentar a relação com brinquedinhos, acessórios de PVC/vinil devem ficar de fora. O PVC gera componentes químicos altamente tóxicos: dioxinas e furanos. Alguns países proibiram o uso desse material em brinquedos infantis, por ser cancerígeno. Prefira acessórios feitos de substâncias naturais como borracha, látex ou pele.

7. Economizarás água. Um banho compartilhado ajuda a economizar a água do planeta. Mais de 500 milhões de pessoas não têm acesso à água potável e corrente.

8. Deitarás em leito sustentável. Se estiver na hora de comprar uma cama nova, verifique se ela tem o selo do FSC, que garante a produção com madeira sustentável. Comprar o objeto usado ou feito com madeira de demolição também é uma boa pedida.

9. Farás sexo verde. Se você curte uma prática sadomasô, veja se o chicotinho é feito de madeira certificada. Use óleo para massagem orgânico. Use roupas de baixo e pijamas feitos de algodão orgânico. O processo de fabricação e branqueamento do algodão convencional é um dos mais contaminantes que existem.

10. Farás amor, não guerra.

Terça-feira, Setembro 09, 2008

Calor, leque e cerveja

Meu Deus que calor!
Bem ao estilo "não pode vencê-lo junte-se a ele" estou abusando das roupinhas de verão que nunca usei na Irlanda! hehehehehe
Também adotei o leque. Gente coisa mais bonitinha e feminina é o tal de leque!
Antes achava coisa antiga, de avó. Mas como agora o velho ficou chique e passou a se chamar vintage, vamos lá!
Tá certo que comecei a minha dieta ontem mas não resisti e abri uma cerveja às 2 horas da tarde!